sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Atalhos

Andarilho do século dezoito
Sou mais um sem a direção de casa

Cruzo por verdes campos
Vigiado por rochas de formas, quase, humanas

Sou mel que se mescla à cachaça

A natureza me torna capaz
Incita-me

Materializo o lugar, longe deste que me envolve
Memorizar é a forma mais bonita de não perecer

Há mesas nas ruas
Noites de lua se achegam ao contexto

Perto do mar azul turquesa
Onde sinto  falta das serras
Meu peito bate feliz, bem feliz

04-06-2010, 28-08-2015


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