quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sussurro de Iemanjá

A gente aprende a usar ferramentas
Pra se defender das armadilhas do dia
Esquece, é nos brinquedos
Onde repousa a genuína alegria

Se o oceano esconde o peixe
Deixa a tempestade passar
Navega a favor do vento
O barco não vai naufragar

Há cavernas que guardam horrendos segredos
Mapas
Piratas que metem medo
Mas não roubam as belezas do mar

30-01-2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Guias

Nada a dizer perante as lágrimas
Tanto quanto ao sorriso
Compartilho o saber, quando sou capaz
Aspiro o aprendizado, eternamente

Desarrumem as prateleiras
Quebrem os sofás
Abandonem suas casas
Mas leiam os livros

29-01-2014

sábado, 25 de janeiro de 2014

Ruas onde morei

Essas mudanças da Gonçalves Dias
Para a Olavo Bilac
Depois Casemiro de Abreu

Não é de duvidar
Deve ser Dharma meu

25-01-2014

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

poemaLua

Quando o abajur dos amantes, em sépia, imerge
Recomenda-se uma praia
Pra ficar mais perto de Iemanjá

Um olho vigia o humor do mar
Outro a sereia
Pois Netuno enciumado
De minuto a minuto tarrafeia

Se for madrugada de calmaria
Prolonga-se o ritual de carícias até alvorecer

Agradeça, então, a poesia
Por dar um sentido a seu viver

23-01-2014

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Câmera lenta

I.

Seu desfecho é incerto
Amor também mareia
Coração não é inseto
Pra cair em qualquer teia

II.

Pedestal é pra monumento
Melhor do que o lamento
É pendurar a mágoa no varal

III.

Carne e osso não são brinquedos
Ele quebra como cristal
Ela sangra em segredo
Mesmo brincando no carnaval

17-01-2014

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

As três mosqueteiras

Se é para

Dizer o que todo mundo diz...
Cantar o que todo mundo canta...

Escrever o que todo mundo escreve...
Escutar o que todo mundo escuta...

Comer o que todo mundo come...
Pensar como todo mundo pensa...

Desnecessárias
seriam as reticências

16-01-2014


domingo, 12 de janeiro de 2014

Contramão

É apenas um blues a médio volume
Ele chama por nomes que são espinhos
Que são flores

Trepida, expele fumaça
Parece um trem que passa

Viajam desajustados clandestinos no vagão de carga
Eles derramarão os verbos todos nas plataformas das estações

12-01-2014







Vento de janeiro

O simples
A arte

Dá de graça
A natureza

12-01-2014           Vídeo, janeiro de 2014, duração: 1 minuto e 25 segundos.
Título: Vento de janeiro, por João Luis Calliari, no Youtube.

Miniatura


Pedacito

Você
De vestido
Soltinho

É
Água
Pra mim
Passarinho

12-01-2014

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

One way

It's just a blues medium volume
He calls out names thar are thorns
That are flowers

Chatters, expels smoke
Looks like a train passing

Traveling misfits illegal in box car
They shed all the verbs in the platforms of the stations

09-01-2014

poeMar

Onda que avança e varre a praia
Traz consigo todos os ventos
É coração em descompasso

Ninguém sabe seu destino
A espuma nunca conta pra onde vai

Quando recua, confunde as vontades da gente
Borra os sonhos desenhados na areia

Depois some
Pra embalar-se além da rebentação

Vai fazer serenata pra aurora
Copular com o crepúsculo

Ela é  maré de orgasmo
Nela a poesia me navega

09-01-2014

sábado, 4 de janeiro de 2014

Colibri

Beba-me
Porque sou água

Cheira-me
Porque sou mato

Cuida-me
Porque sou ar

Cura-te
Porque sou peste

Suga-me
Porque sou  flor

Lambuzo-me
Porque és mel

04-01-2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Mudar

ovon onA

02-01-2014

Passado, presente e futuro

Quando a beleza ausentar-se nas rochas
Que se encontre aconchego na grama

O caminho é feito de pedras
Porém ornamentado com flores

Quando ausentar-se a beleza nas flores
Que se encontre abrigo nas rochas

02-01-2014