sexta-feira, 15 de maio de 2009

Acredito

O Weser
Transformaram-no em canal para navegação

Margens sem areia contornam o centro da cidade
Mas ainda existe verde, logo adiante, perto do estádio.

Os cheiros, no ar da cevada e do café torrado são de verdade

Cemitério de suicidas, raia de remadores
Refúgio de namorados
Paixão das bicicletas...
O Weser é o rio que a cidade venera.

Quando faz muito frio, dizem que congela.
Eu nunca vi, mas pelo estado das minhas orelhas e da ponta do nariz
Juro que acredito

23-02-92, Bremen.

sábado, 2 de maio de 2009

Legado

Abre-te , Sésamo!
Eu quero ver o tesouro
O mundo que será herdado
As árvores que assassinei

Abre-te, verde ferida!
Quero ver a cara
Da vida que matei

Que venham os insetos à cata de meu sangue
Minhas veias são de metal
Concretei, onde havia mangue

02-05-09