sábado, 30 de novembro de 2013

Viageiros

Sabe-se, ambos chegam e partem
Retornam e vão-se embora novamente
A felicidade e o amor parecem gente

30-11-2013

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

terça-feira, 26 de novembro de 2013

domingo, 24 de novembro de 2013

Voz do vento I

Vira, vira
Amor vira Roma
Vira mar, vira ano
Solta a bagagem, iça as velas

Nova peça
Atenção no palco, sobe o pano!

24-11-2013


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Fábula III

Chamava-se João
Não era o sol do dia
Muito menos salvação
Apenas mais um humano, sem garantias

Dar-se-ia sempre o respeito
Valorizando o que lhe desse prazer
Se não gostassem do seu jeito
Que batessem em outra porta, que se haveria de fazer...

20-11-2013



terça-feira, 19 de novembro de 2013

Poder

.....Grão...após...grão..
Do hermético punho
Cai o milho sobre a trilha

Até a próxima encruzilhada
Onde aguarda-o  outra mão
Cujo codinome é armadilha

19-11-2013

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Poema solto

Porque limitar a criatividade
Se o rio flui em liberdade

Pra que enlatar o sentimento
Quando o verso nasce livre como o vento

Vírgulas pronomes pontos e acentos
São de alma isentos

É preciso dizer NÃO!
Aos regulamentos

18-11-2013


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Chocolate

Você vai dizer que sou alienado
Porque não ligo para o imediatismo da cultura de massa

Será que o tempo dispara só pra mim?

Igual a você, viajo nele
Só que fiel ao samba, ao blues
Gosto do chocolate, quando ele se demora na boca

13-11-2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

domingo, 10 de novembro de 2013

Cais do porto

A cidade grita
A cidade se cala
Ela sufoca minha fala

Quando, aos meus olhos, feia
Ela circula pelas veias

Preciso partir, sentirei saudades
As ruas sussurram
Que é hora de ir

Amo a cidade
Mas ela nada mais me diz

10-11-2013


sábado, 9 de novembro de 2013

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Charco

Repousamos sobre o alicerce movediço dos vocábulos
Alguns mostram-se turvos, porém
São mercadorias
Vendem-se em brandas prestações
Para que recomecem nas compras seguintes as angústias

Das megeras palavras há fornecedores que, ao mesmo tempo, são clientes
Talvez, alguns embrulhem-nas em papel presente e enviem o pacote para si mesmos
Com felizes votos de: "Passagem em vão"!

Há aquelas que doam-se, para nosso júbilo e nossa sorte

05-11-2013

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Consiliu

Dor  de solidão é a mesma do desamor
Do amor mofado, da indiferença

Desnecessários são os conselhos

Apenas, precisamos sentir o que roça nossa pele
Seja espinho
Seja pétala

01-11-2013


Professor

Na dor, na doce melancolia
Na tristeza, ou na alegria

Sou mero observador
Aluno das cenas do dia

01-11-2013