I
Os ratos, no centro histórico de Gênova,
Esgueiram-se pelas estreitas ruelas
Caminham sobre um tapete de seringas usadas
Tem uma lágrima suspensa no canto do olho
II
Sob o assoalho dos Pubs
Eles esboçam um sorriso quase humano
III
Nem tudo está perdido, se despencar uma gota de cerveja
E sobrarem restos nos pratos dos turistas
IV
Os ratos do cais, em Gênova
Almejam partir do porto de Los Palos
Atrás das caravelas de Colombo
V
São ratos, aos tombos afeitos
Que não encontram um Norte em terra firme
VI
Mas navegam
Lendo as estrelas
15-07-2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
Plenitude
Vivia junto ao escuro abismo das almas
Outros ventos devolveram-lhe à claridade
Jovens vozes quebram nas pedras, agora
Enquanto as espumas deitam-se nas areias
Elas trazem as mornas lufadas, águas cristalinas
Um novo mar
Repleto de adereços, que a chamam
Para que se refaça
Em outra latitude
10-07-2011
Outros ventos devolveram-lhe à claridade
Jovens vozes quebram nas pedras, agora
Enquanto as espumas deitam-se nas areias
Elas trazem as mornas lufadas, águas cristalinas
Um novo mar
Repleto de adereços, que a chamam
Para que se refaça
Em outra latitude
10-07-2011
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