quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Vitrines de Amsterdam




Ame-se, meu amor
Como nunca alguém a si mesmo


Ama-me
Como jamais a homem nenhum


Na minha vidraça
Sua imagem como nas vitrines de Amsterdam


Conte-me histórias de ruas com jeito de blues


De amores
Com finais (in) felizes


Madrugada adentro
Como uma lâmpada acesa no cais


Como alguém com a loucura em si



02-09-2020


Amsterdam - Quadra dos museus





terça-feira, 1 de setembro de 2020

Poema da classe média







Eles mandam
Queimar as matas


Boicota
Quem te maltrata

Te faz de idiota

Te rouba

Depois, te mata




Bota o pé
Na porta destes sacanas



Eles levam tua esperança

Teu oxigênio

Tua estima

Teu sangue

Teu dinheiro


Santas são as putas
Que não aceitam este religioso puteiro

01-09-2020

Fotografia, jlcalliari